PROCEDIMENTOS RECOMENDADOS ÀS INSPEÇÕES DE ESTRUTURAS ANTIGAS EM CONCRETO ARMADO E PROTENDIDO

1ª etapa do E-book: TABELAS SUGESTIVAS DA ANAMNESE, DA INSPEÇÃO VISUAL DETALHADA DAS ESTRUTURAS/FUNDAÇÕES e DAS AVALIAÇÕES DOS RISCOS DE COLAPSOS LATENTES IMINENTES

Por Eng. Civil Carlos Henrique de Carvalho, Prof. Dr. Aposentado UFS/IFS

Esta primeira etapa do e-book inicia o Manual de Procedimentos Recomendados às Inspeções de Estruturas Antigas, detalhando as três primeiras fases do fluxograma de inspeções:

1. Anamnese Completa — pesquisa do histórico da estrutura (época de construção, projetos, construtora, materiais, solo, manutenções e entrevistas com moradores e profissionais da obra). O texto ilustraa importância dessa fase com o caso do colapso do Champlain Towers South (Flórida, 2021), em que a coleta de depoimentos complementa as medições técnicas. Destaca também o papel dos mapeamentos ambientais de agentes agressivos (cloretos, CO₂, sulfatos e ácidos), cuja temperatura mais alta — cada +10 °C dobra a velocidade das reações químicas — torna os climas tropicais especialmente agressivos ao concreto.

2. Avaliação de Riscos Iminentemente de Colapsos — diretrizes para identificar, logo no início da inspeção, áreas críticas suscetíveis a falhas repentinas (marquises, capitais embutidos em lajes planas, pilares esbeltos, consolos, fundações próximas a fossas e reservatórios etc.), com ações imediatas de segurança como escoramentos, restrições de acesso e comunicação às autoridades responsáveis.

3. Inspeção Visual Detalhada de Estruturas e Fundações — foco nos Estados Limites Último (ELU), de Serviço (ELS) e de Durabilidade (ELD), com catalogação de manifestações patológicas (fissuras, corrosões, infiltrações, reações álcali-agregado, danos biológicos), cuidado especial com concretos protendidos e levantamento dos ensaios recomendados — de pacometria e ultrassonografia a provas de carga, monitoramentos e ensaios petrográficos.

O material é dirigido a engenheiros inspetores estruturais e ressalta a necessidade de abordagem interdisciplinar (estrutura + corrosion + materiais) na avaliação de edificações idosas.


📝 baixe o arquivo completo do e-book (PDF): https://www.asec.eng.br/wp-content/uploads/2026/09/PROCEDIMENTOS-RECOMENDADOS-AS-INSPECOES-DE-ESTRUTURAS-ANTIGAS-EM-CONCRETO-ARMADO-E-PROTENDIDO-1a-etapa-do-E-Book.pdf

Parte 2 – PROPOSTA DE  PARÂMETROS SUGESTIVOS ÀS INSPEÇÕES ESTRUTURAIS DE CONCRETO ARMADO E PROTENDIDAS

AUTOR: Prof. Dr. Aposentado Carlos Henrique de Carvalho  UFS/IFS

Eng. Civil – Inspetor de Estruturas

CHC Engenharia Consultiva

Baixe aqui o a PARTE 2 – AVALIAÇÃO NA ESTRUTURA/FUNDAÇÃO DA EXISTÊNCIA DE RISCOS IMINENTES DE COLAPSOS LATENTES E/OU DE CURTOS PRAZOS

Análise da viabilidade do uso de ensaios não destrutivos no monitoramento da durabilidade de concreto comercializado em Sergipe.

No processo de verificação da qualidade de produção e propriedades do concreto armado que influenciam na durabilidade de uma estrutura, o ensaio comumente realizado é o de compressão axial em corpos de prova, conforme prescrições da ABNT NBR 5739:2007. Porém, apenas a verificação laboratorial de corpos de prova moldados em condições ideais, não reflete a realidade do canteiro de obra.

A possibilidade de monitorar suas propriedades mecânicas recorrendo a ensaios não destrutivos (ENDs) facultaria a vantagem adicional dessas análises sem danos às estruturas. A portabilidade dos equipamentos nas medições in situ facilitaria sobremaneira esse monitoramento contínuo do controle de qualidade, além de abranger outros setores de verificação que não apenas a resistência à compressão.

Com esse objetivo, procedeu-se um estudo de caso utilizando-se ensaios de carbonatação, ultrassonografia, resistividade elétrica, esclerometria e, com o auxílio do Software OriginPro 8.0 e da expressão matemática do coeficiente de Pearson, analisou-se a existência de correlação aceitável estatisticamente entre número expressivo de valores medidos dentre todos os resultados dos ENDs, com o ensaio de compressão axial. Foi realizado também o ensaio de potencial de corrosão em corpos de prova de concreto armado para exemplificar seu funcionamento. Ficou evidente a viabilidade dos ENDs, além do ensaio de compressão axial, também nos canteiros de obras, para o monitoramento contínuo do desempenho estrutural, característica imperiosa durante sua vida útil.

TCC – Emanuella de Araújo Carvalho